Por dentro da edição · setembro de 2026

Um livro começa antes da primeira frase.

Uma decisão editorial em Todos ou nenhum? — Livro I: começar com uma folha.

Uma folha se curva com o próprio peso. Reunida a outras, passa a fazer parte de uma estrutura: páginas, costura, cola, lombada. O prólogo de Todos ou nenhum? acompanha essa transformação antes de apresentar o primeiro poema.

Essa entrada aproxima duas experiências que costumamos separar. Há o livro que lemos e há o objeto que seguramos. A escolha editorial faz o leitor prestar atenção ao intervalo que precisa abrir entre duas páginas para que uma frase se torne visível.

A relação atravessa o volume. Ferro, vidro, luz e papel permanecem materiais específicos, com comportamentos e limites próprios. Aproximá-los da experiência humana exige reconhecer também onde a comparação deixa de funcionar.

As gravuras interrompem a sequência verbal. As páginas de cor mudam o campo de atenção antes de uma prosa mais longa. A forma participa do ritmo sem precisar explicar o texto.

O prólogo oferece, assim, uma porta de entrada. O gesto de sustentar uma abertura antecede a leitura; as relações que surgem depois pertencem a cada leitor.

Fóscolo & Company

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Em preparação

Todos ou nenhum?

Um avião arremete. O vidro guarda tensões depois do fogo. Uma folha se curva antes de virar livro. Treze poemas e três crônicas ensaísticas observam o que muda quando mudam as condições de continuar.

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Forma · setembro de 2026

O vazio também é uma decisão editorial.

Margem, distância e pausa também organizam uma leitura.

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